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Não controlo as finanças do meu negócio com folhas de Excel

2 de fevereiro de 2026
2 min read
Jesús Ortigosa

Não controlo as finanças do meu negócio com folhas de Excel.

Controlo com contas bancárias e percentagens.

Durante muito tempo achei que gerir bem o dinheiro significava perceber tudo.
Balanços.
Relatórios.
Ficheiros cheios de números.

Então fiz o que muitos fundadores fazem:
tornei tudo mais complexo.

E mesmo assim, no fim do mês, a sensação era sempre a mesma.
Muito trabalho.
Pouca clareza.

O que mudou tudo foi esta pergunta simples:

Em vez de perguntar “entendo os números?”
passei a perguntar “para onde está a ir o dinheiro?”

Este é o sistema que uso hoje.

Uma conta de vendas. Depois separo o dinheiro.

Todo o dinheiro entra numa única conta de Vendas.

A partir daí, o dinheiro é separado por regras simples.

  • Lucro → 1% da faturação

  • IVA → 10–15% da faturação (depende do ano e do negócio)

  • Imposto sobre o lucro → cerca de 4–5% da faturação

  • Despesas operacionais → o que sobra

Sem discutir todos os meses.
Sem interpretar relatórios.
Só percentagens.

Como decidir as percentagens?

Não se inventam.

Olha-se para trás.

Pega nos números do ano passado e responde:

  • Que percentagem da faturação foi para IVA?

  • Que percentagem foi para imposto sobre o lucro?

  • Que percentagem foi lucro real?

Essas percentagens tornam-se o ponto de partida.

Tudo o resto é o dinheiro disponível para operar o negócio.

Porque isto funciona

Porque a verdade fica visível.

Se a conta de Operações fica vazia, só há duas razões:

  • Estás a gastar mais do que devias, ou

  • O negócio é demasiado caro para o tamanho que tem

Não precisas de um Excel para perceber isso.

Este sistema também elimina uma ilusão comum:
achar que está tudo bem só porque há dinheiro no banco.

Com esta separação, percebes rapidamente se:

  • Estás a perder dinheiro todos os meses

  • O lucro só existe “no papel”

  • Os impostos estão a ser adiados em vez de planeados

Podes começar de forma simples.
As percentagens não precisam de ser perfeitas.

O objetivo não é precisão.
É clareza.

Quando o dinheiro tem um lugar, as decisões ficam mais calmas.

Primeiro clareza.
Depois otimização.

Pergunta aberta:
Se separasses hoje a tua faturação desta forma, ainda te sentias no controlo?

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