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A rentabilidade não é o que sobra no fim

26 de janeiro de 2026
2 min read
Jesús Ortigosa

A maioria dos fundadores acha que a rentabilidade é o que sobra no fim do mês.

Parece normal.
Mas é isso que torna o negócio stressante.

Olhas para o saldo bancário.
Pagas as contas urgentes.
Esperas que ainda sobre alguma coisa depois de pagar a todos.

Alguns meses sobra.
Outros não.
E planear torna-se difícil.

O problema não é o esforço.
É a forma como o lucro é tratado.

A maioria aprende esta fórmula:

Vendas – Despesas = Lucro

Funciona na teoria.
Na prática, faz o lucro parecer opcional.
Como se fosse uma sorte.

Experimenta inverter:

Vendas – Lucro = Despesas

Escolhes o lucro primeiro.
Depois geres o negócio com o que resta.

Não se trata de cortar tudo.
Trata-se de dar ao lucro um lugar fixo.

Quando gastas com base no “que sobra na conta”, o stress aumenta.
Reages em vez de planear.
Perdes visibilidade.
E o fundador carrega toda a pressão.

Um passo simples para esta semana:

Abre uma conta bancária separada chamada “Lucro”.
Sempre que entra dinheiro, transfere logo 1%.
Antes de fornecedores. Antes de ferramentas. Antes de salários.

1% não muda a tua vida.
Mas muda a tua forma de pensar.

Deixas de perguntar: “Posso pagar isto?”
E passas a perguntar: “Vale a pena gastar dinheiro operacional nisto?”

É assim que o controlo começa.

Hoje, tratas a rentabilidade como uma decisão ou como o que sobra?

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